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NEM DOEU (autopornografia), de Otto Guerra.

Otto Guerra é uma lenda da animação brasileira. Impossível falar de desenhos animados no Brasil sem citar o estúdio que há mais de 40 anos carrega seu nome e tem no currículo pérolas como Rocky & Hudson: os Caubóis Gays (1994), Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’Roll (2006) e A Cidade dos Piratas (2018). Quem conhece o Otto sabe que ele é tão transgressor quanto seus filmes. Daí a felicidade da MMarte em anunciar a pré-venda de NEM DOEU, a anárquica autobiografia – ou melhor dizendo, autopornografia – de Otto Guerra.

 

NEM DOEU (autopornografia) possui 132 páginas dramáticas e hilariantes, além de capa e ilustrações de outra lenda das artes gráficas gaúchas, Marco Pilar.

 

Adquirindo NEM DOEU (autopornografia) na pré-venda, você paga R$ 60,00 com despesas postais (módico registrado) inclusas.

 

Mas a coisa não para por aí: os 200 primeiros compradores levam ainda UM ACETATO ORIGINAL AUTOGRAFADO POR OTTO GUERRA! Ou seja, cada um desses 200 felizardos terá em casa um frame exclusivo de Rocky & Hudson: os Caubóis Gays, ou de algum outro filme do Otto – da época em que a produção de animação se dava inteiramente de forma analógica. Resumindo: você adquire um livro e ganha um pedaço da história da animação brasileira!

 

A pré-venda segue até dia 10 de julho, e os envios têm início a partir de 12 de julho.

Sobre NEM DOEU (autopornografia), o cartunista Adão Iturrusgarai escreveu:

Conheci o Otto em 1987, no Museu Hipólito da Costa, durante uma seleção de candidatos para um curso de desenho animado. Enquanto ele folheava meu portfólio de cartuns toscos e ria sem parar, senti que havia conhecido a pessoa mais legal do mundo. “Quero ser amigo desse sujeito a qualquer custo”, pensei. Por sorte, ele também foi com a minha cara e eu nem precisei me esforçar muito para isso. A partir desse dia, viramos unha e carne. Batíamos ponto nos bares do Bom Fim, em especial no Elo Perdido. Nem bem a gente cruzava a porta do Elo, a Cláudia e o Renatão, os donos, colocavam para rodar o vinil do Pink Floyd, na faixa “Lucifer Sam”. Assim éramos recepcionados todas as noites. Nesses 33 anos – uma parceria com a idade de Cristo não é pouca coisa – chegaram até a rolar alguns estranhamentos entre a gente, mas nada que pusesse em xeque nossa amizade: ele tentava traçar todas as minhas namoradas e, confesso, eu também fazia o mesmo. E outra vez, quando dividíamos uma garota na cama, ele ferrou o clima tentando insistentemente passar a mão na minha bunda. Eu o perdoo por isso. Afinal, amigo é para essas coisas. Quando o Otto morrer – e talvez isso nunca aconteça, pois desconfio que seja imortal – no seu epitáfio estará escrito: “Aqui jaz um escroto fofo”.